quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

COURSE ON CIVIL RIGHTS


A semana tem sido muito proveitosa no USDA. Bastante trabalho (aprendendo cada vez mais), e organizar o tempo passa a ser primordial por aqui. O blog ficou meio esquecido nos últimos dias devido aos estudos, mas vamos tentar manter alguma regularidade aqui também.

Desde que cheguei já participei de 4 cursos oferecidos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Hoje foi o dia do Civil Rights Training (Treinamento sobre Direitos Civis). Como sempre os cursos são oferecidos a estudantes e funcionários recém-chegados às instalações. Na foto, sala de conferência minutos antes do início de um dos cursos que participei. Fui o primeiro a chegar, uns 20 minutos mais cedo (rs)... CDF! CDF! CDF! heheh...

É interessante observar a grande variedade de etnias no "staff" da agência governamental americana. E hoje, o principal foco do curso foi exatamente este: a importância das diferenças etnicas numa agência com a importância do USDA. Foi debatido, entre outros assuntos, o respeito às variedades culturais e o impacto que elas podem ter na tomada de decisões e solução de problemas num instituto de pesquisas ou em qualquer outra agência. A diversidade cultural pode favorecer a inserção de novas idéias. É primordial que a individualidade seja respeitada e que o funcionário seja motivado a desenvolver seus talentos.

Muitos outros aspectos foram debatidos mas o interessante é ver que o departamento é consciente acerca da importância de se respeitar as diferenças e direcioná-las para a otimização dos resultados.

No laboratório, tudo vai seguindo como planejado. Os experimentos da minha tese vão de vento em polpa, de acordo com o planejado. E estou acompanhando outros estudos sob a orientação do Dr. Dubey. A interação com os colegas de laboratório é total.

Para vocês terem uma idéia de que tipo de trabalhos são realizados no USDA, a maioria deles envolve a investigação e desenvolvimento de estratégias para problemas relacionados a segurança alimentar; recursos naturais e meio ambiente; desenvolvimento rural; pesquisa, educação e economia, etc...

Bom, mais uma semana termina e muitas lições aprendidas. O tempo voa aqui na terra do Tio Sam! E a neve se aproxima. Está na hora de preparar os agasalhos por aqui (ou melhor, a armadura, rs). A vocês que estão no Brasil, nossos amigos e familiares, curtam o verão por mim! Deve nevar novamente aqui neste domingo...

Bjos e abraços a todas e todos respectivamente (rs)!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

It looks like a job in the USDA!

Hora de falar um pouco sobre meu trabalho no USDA desde que cheguei aqui nos EUA, pois de segunda a sexta é lá que passo o dia inteiro.
O treinamento tem sido excepcional em muitos aspectos.
Em primeiro lugar, vou fazer importante parte do experimento de minha tese no Animal Parasitic Diseases Laboratory (um dos grandes laboratórios pelos quais é composto o rancho do USDA). Nenhum lugar melhor para fazer treinamento em técnicas de estudo do parasita Toxoplasma gondii do que no laboratório do homem que redescreveu seu ciclo, o Dr. Jitender P. Dubey. O cara é respeitado em todo o mundo por isso.
Em segundo lugar vem a oportunidade de fazer parte do grupo de técnicos que colabora diariamente com os estudos do Dr. Dubey. Uma oportunidade única de adquirir novas habilidades e conhecimento na área da toxoplasmose. No entanto, além do parasita Toxoplasma gondii, Dr. Dubey possui experiência em outros protozoários de grande importância para a produção animal. Tenho certeza que vou aprender um bom bocado em seu laboratório. Na verdade, em 12 dias de estágio posso dizer que já sinto os efeitos do treinamento. O grande segredo de captar as manhas da experimentação e das técnicas laboratoriais é colar com os técnicos que lidam diariamente com as diversas situações e sugar o máximo de informações que puder. Colocar a mão na massa é imprescindível. E isso tenho feito de sobra.
Nossa rotina diária é de 9:00 am (já dentro do laboratório) às 6:00 pm (hora de retorno para casa). Os americanos não possuem o hábito de ir à casa para almoçar, portanto o nogócio aqui é engolir o seu almoço e retornar pro trabalho. Meu tempo de almoço dem sido de aproximadamente 20 minutos a meia-hora.
Esta semana fiz um treinamento necessário ao pessoal recém-chegado na instituição: Laboratory Biosafety Training, ou Treinamento em Biossegurança para Laboratórios. O curso aconteceu no prédio 003 do lado oeste do USDA (eu trabalho no leste). Estas direções (leste, oeste) já dão uma estimativa do tamanho do USDA. É gigantesco. O curso foi muito instrutivo e indispensável para a manipulação de microorganismos infectivos e perigosos para a saúde humana. A turma que participei tinha em torno de 20 a 30 pessoas, com direito a aula expositiva e apresentação de um vídeo educativo sobre doenças trasmitidas pelo sangue. Um certificado é oferecido após a realização do curso.
O terceiro ponto e, claro, não menos importante da nossa estadia aqui nos EUA é a experiência do idioma e da cultura de um país bem diferente do nosso. É uma bagagem extraordinária que levaremos conosco e que acrescentará a muito além de nossos "meros" currículos profissionais.
PS: Esta é uma foto do prédio 003 do USDA.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

DAY SEVEN: WASHINGTON DC - TRIP ONE


Nichole nos levou de carro até o estacionamento do metrô de Greenbelt. Lá pegamos o trem para Washington DC. Paramos umas quatro estações depois, perto dos Arquivos da Marinha dos EUA. O metro é muito eficiente, limpo, e a viagem muito tranqüila. Você não sente que ele se movimenta, só recebe um impulso pra trás de leve quando ele sai da estação. Muito bom.
O mapa ferroviário também é muito bem planejado, e você pode se guiar facilmente através dele. Pegando o metro você paga um cartão de US$ 20.00 e a quando desce na estação desejada você insere o cartão na catraca de saída e então são debitados cerca de US$ 3.50.
Bem, descemos na estação que mencionei e fomos direto para o National Mall, um enorme parque aberto onde estão localizados três grandes monumentos da história americana: o Capitol, “escritório” do presidente dos EUA; o Washington Monument, uma enorme torre qu fica no meio do parque e o Lincoln Memorial, um grade templo onde Martin Luther King fez seu famoso discurso em 1963: I HAVE A DREAM! Neste mesmo templo está a famosa e enorme estátua do antigo presidente Abraham Lincoln, sentado numa enorme cadeira e envolto pela bandeira americana. São monumentos fenomenais, dentro de um parque de aproximadamente 3 km de extensão desde o Lincoln Memorial até o Capitol.

Outro monumento muito emocionante que faz parte do Naional Mall, é aqule em homenagem aos soldados mortas durante a Segunda Guerra Mundial. Lá existe uma placa para cada estado onde uma família perdeu um filho lutando na guerra. Foto no Orkut.
Aqui posto uma foto tirada do Lincoln Memorial, com a visão do Washington Monument. No mesmo dia fomos à Casa Branca. No Orkut vocês podem ver mais fotos, inclusive as da Casa Branca.
See ya!!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

THE FIRST SNOW!


Ontem nevou pela primeira vez aqui em Beltsville. Muuuuito legal!! Nevou pouco, mas deu ter aquela emoção. É muito bonito, principalmente quando neva a noite e você acorda no dia seguinte e vê os carros todos coberto com ela (foi o nosso caso). Dá vontade de andar pelas ruas e admirar o cenário por horas.

A neve é levinha e, claro, lógico, sem dúvida, muuuuito gelada! Tentei raspar a camada que havia se formado no teto de um carro e consegui fazer minha primeira “bolinha de neve”. Cara, é difícil porque é gelado pra caramba! Acho que vou precisar de luvas especiais pra isso quando começar a nevar com força por aqui. Já peguei todos os macetes pra fazer bonecos de neve com um amigo vietnamita ontem. Aguardem e confiem!!

Tiramos algumas fotos na neve. Postei duas aqui. A primeira é do momento em que começou a nevar, no sábado à noite. A segunda é da manhã seguinte, com os carros e ruas todos cobertos com neve. Muito bonito de se ver!!

Abraço a todos...

DAY FIVE: THE BRUNCH


Acordamos e Nichole nos convidou para um BRUNCH na casa de seus melhores amigos, na cidade de Vienna, estado de Virgínia. Um BRUNCH é a mistura de BREAKFAST (café da manhã) e LUNCH (almoço). É muito comum que amigos que tenham acordado tarde num fim de semana se reúnam para confraternizar, rever velhos amigos e comer alguma coisa.


A reunião aconteceu na casa de uma família de amigos de Nichole, todos descendentes de Vietnamitas. No caminho é bonito admirar a paisagem. As árvores são lindas e com as folhas que caem no outono, e o frio que começa a apertar, fica difícil ignorar.


PS: Lu, queria que estivesse aqui. Tenho certeza que iríamos nos esbaldar de passear entre os lindos bosques cobertos de folhas secas do outono (foto). Em horas como essa sinto ainda mais sua falta! By the way, LOVE YA!!


A estrada é muito boa. Queria que a BR101 fosse assim, com 4 ou 5 vias de carros para ir e outras 4 ou 5 vias para voltar. Eheheh, ia ser muito mais divertido viajar para o ES, né amor? rs


Chegamos à casa dos amigos e o cenário me chamou muita atenção. Paisagem somente vista no cinema. Tiramos algumas fotos e vocês podem ver várias delas no Orkut. Coloquei uma delas aqui. Quando entramos na casa, estavam todos espalhados na sala, à mesa e na cozinha. As conversas rolavam em grupos de 3 ou 4 pessoas. Tinha umas 20 pessoas lá. Todos muito amigáveis e curiosos em saber mais sobre a gente. Nós conversamos com quase todo mundo e todos eram muito simpáticos.


Quem chegava sempre trazia algum tipo de comida, variando entre pratos típicos de café da manhã e do almoço norte-americano. A mesa estava repleta de comida. Eu gostei muito de uma torta de presunto e queijo, do pudim de pão com pedaços de maçã, e um tipo de torta de ovos, todos muito gostosos. Mas tinha também waffles (que não tive tempo de provar), bacon de peru torrado, suco de laranja, donnuts e Coca-Cola e pães de sabores diversos (que nós levamos) e a cerveja (que Nichole levou, mas ninguém bebeu). Festa muito saudável e agradável. A todo momento chegavam pessoas que traziam outros pratos diferentes e não deu pra registrar todos. Bem legal!


As conversas eram muito interessantes, todos tinham alguma coisa legal pra contar. O ponto mais legal e engraçado do dia foi protagonizado pelo filho adolescente (14 anos) de uma das donas da casa. Kyle tinha feito uma casa de waffles e confetes pra sua namorada. Esta casa estava em cima da mesa junto com os outros pratos. Ele tinha dito que não era pra ninguém comer mas a todo momento que chegavam mais e mais pessoas os tios e tias dele ofereciam a casa como se fosse um dos pratos (rs). Algumas pessoas realmente comeram alguns pedaços da casa. Heheheh, vocês nem imaginam a cara dele quando viu que faltavam algumas “mordidas” (rs) na casa. Ele pegou a casa e levou direto pro quarto dele, resmungado com cara de nervoso... Ele é fã de Bruce Lee e estava usando uma camisa do famoso ator e lutador de Kung Fu. Desceu de volta sala e foi quando começou a parte mais legal do BRUNCH. Estávamos eu, Vagner, e toda a família de Vietnamitas na cozinha conversando e Kyle chegou. Reparei sua camisa e disse que meus irmãos eram fãs de Bruce Lee. Daí em diante os assuntos não paravam de chegar e todos contavam histórias legais. Começamos a falar sobre vários detalhes das culturas de nossos países. As conversas mudavam de detalhes culturais para coisas engraçadas o tempo todo.
Muitas pessoas eram curiosas sobre assuntos nacionais como o desmatamento da floresta amazônica ou biocombustíveis. Muitos já estiveram no Brasil e declaravam seu amor pelas nossas belezas naturais, outros curiosos em saber sobre a violência no Rio de Janeiro. Mas a maior parte, e melhor por sinal, das conversas girava em torno da cultura. Capoeira, samba, carnaval, música popular brasileira, candomblé, iemanjá. Eram pessoas muito cultas, por sinal.

Nós saímos antes da festa terminar, por volta das 3:00 pm (da tarde). Na saída fiz questão de chamar os anfitriões para uma foto de recordação. Um dia para se lembrar!


E salve a globalização! rs

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

DAY 4: UNDERESTIMATING THE COLD OF BELTSVILLE

Hoje subestimei o frio por aqui. Quando saí pela manhã para o USDA, coloquei uma camisa de frio de manga comprida, essa da foto da postagem anterior, do amanhecer. Fui com essa camisa apesar do frio que fazia. Rapaz, quando voltei do trabalho, putz!! Por volta das 6:15 pm (da tarde) cheguei de carro com o Oliver na esquina do McDonald's perto da nossa casa e comecei a caminhada de aproximadamente 1km. Putz, no momento em que saltei do carro, caraca!! Que frio congelante. Olhei pro Oliver dentro do carro todo agasalhadão e pensei: cara feliz é esse (rs). Não se passaram nem três minutos de caminhada para eu sentir o pior frio que já senti na minha vida. Vou descrever de forma bem direta o que senti: parecia que havia um balde cheio de água e gelo e que meu rosto e minhas mãos estavam mergulhados nele.
Dormência total nas mãos e no rosto. Parecia que se eu mexesse no nariz ele iria quebrar. Caraca!! No meio do caminho comecei a abrir e fechar a mão pra esquentar, mas tinha que trocar o material de estudo de um braço para outro toda hora. Puxei também um pouco a gola da camisa pra tentar tapar o nariz e a boca (pra ver se esquentava). Mas aí a mão ficava dormente de novo. Eita... Mas logo cheguei em casa dentro possui total isolamente em relação ao frio de fora, então estava no paraíso do calor novamente (rs)...

O mais interessante é que ao mesmo tempo que achava o frio insuportável, era uma sensação nova. Nunca enfrentei isso antes. Um quê de... CARACA, LEGAL! Enquanto caminhava pra casa saía muita fumaça da boca, fazia ar quente pra esquentar as mãos e parecia uma "maria fumaça" fazendo um "tour" pela vizinhança de Beltsville.

Bem que percebi que havia um quê de CUIDADO MOÇO, BOTA O CASACO quando saí de casa e vi aquelas crianças no ponto de ônibus escolar com casacos e capuzes peludos. Cheguei a parar no meio da calçada e observar eles entrando naquele grande ônibus amarelo, típico dos filmes americanos. Imaginei: caraca, tá um frio forte mas será que vai piorar tanto?

Pois é, só quando cheguei à casa conversei com Lu e ela me disse a temperatura em Beltsville para a noite é que me dei conta do conselho sábio e subentendido daquelas crianças encasacadas: ZERO GRAUS CELCIUS... E nem tá nevando ainda (rs)!
Bom, essa foto foi tirada há uns dois dias no USDA. O USDA, pra que todos possam entender, é um enorme rancho cheio de laboratórios (prédios). O local é muito grande e pra se locomover dentro dele é fundamental o uso de carros. Pra isso, cada setor possui dois ou mais veículos como o que está perto de mim nessa foto aí. O veículo é propriedade do USDA e para uso e locomoção interna dos funcionários. Lá no horizonte da foto há um laboratório de outro setor, mas este é um dos mais próximos.
Bem

Abraço a todos!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

DAY TWO: FIRST BREAK OF DAWN!

Ontem fui dormir às 7:30 pm (noite), horário de Beltsville. Estava muito cansado porque não consegui dormir no vôo. As cadeiras não reclinam na classe econômica (rs). Acordei às 5:30 am (manhã seguinte) e ainda estava escuro. Vagner tinha acabado de acordar também. Nichole acordou às 6:00am.
Tomamos café da manhã, hoje foi café, torradas, manteiga, mel e geléia de framboesa. Ahh, and bacons too!
Esta foto foi tirada por volta das 7:00 am quando o sol estava nascendo, é o meu primeiro amanhecer aqui em Beltsville!! Tinha um cara raspando o gelo do carro antes de sair de casa. Eu filmei, e assim que puder coloco no youtube pra vocês verem.
Hoje foi meu primeiro dia no laboratório. Fica realmente bem perto de casa (cerca de 2 km) mas tem que ir de carro por causa do trânsito e do frio. Eu conheci o pessoal do APDL (Animal Parasitic Diseases Laboratory) no USDA e todos são demais. Tem o Oliver (um senhor descendente de chineses), a Leandra (brasileira) e uma estudante Egípcia (que está fazendo com o memso tipo de bolsa que eu). Todos muito simpáticos e nos demos muito bem. Muito bom!!
Passei o dia mandando documentos comprobatórios de minha chegada para as autoridades competentes da CAPES (minha financiadora) e do USDA. Isto precisa ser feito para que minha bolsa seja ativada em definitivo aqui.
Conheci as instalações e Dr. Dubey (que está de férias na Índia e é o chefe do laboratório) deixou Leandra responsável pelas minhas amostras. Ela me mostrou meu computador lá e minha mesa. Legal, pois vou ter liberdade para trabalhar e estudar.
Bom, fiz reconhecimento do local e amanhã a luta continua (rs).
Kisses for everyone! Bye-bye...