Hora de falar um pouco sobre meu trabalho no USDA desde que cheguei aqui nos EUA, pois de segunda a sexta é lá que passo o dia inteiro.O treinamento tem sido excepcional em muitos aspectos.
Em primeiro lugar, vou fazer importante parte do experimento de minha tese no Animal Parasitic Diseases Laboratory (um dos grandes laboratórios pelos quais é composto o rancho do USDA). Nenhum lugar melhor para fazer treinamento em técnicas de estudo do parasita Toxoplasma gondii do que no laboratório do homem que redescreveu seu ciclo, o Dr. Jitender P. Dubey. O cara é respeitado em todo o mundo por isso.
Em segundo lugar vem a oportunidade de fazer parte do grupo de técnicos que colabora diariamente com os estudos do Dr. Dubey. Uma oportunidade única de adquirir novas habilidades e conhecimento na área da toxoplasmose. No entanto, além do parasita Toxoplasma gondii, Dr. Dubey possui experiência em outros protozoários de grande importância para a produção animal. Tenho certeza que vou aprender um bom bocado em seu laboratório. Na verdade, em 12 dias de estágio posso dizer que já sinto os efeitos do treinamento. O grande segredo de captar as manhas da experimentação e das técnicas laboratoriais é colar com os técnicos que lidam diariamente com as diversas situações e sugar o máximo de informações que puder. Colocar a mão na massa é imprescindível. E isso tenho feito de sobra.
Nossa rotina diária é de 9:00 am (já dentro do laboratório) às 6:00 pm (hora de retorno para casa). Os americanos não possuem o hábito de ir à casa para almoçar, portanto o nogócio aqui é engolir o seu almoço e retornar pro trabalho. Meu tempo de almoço dem sido de aproximadamente 20 minutos a meia-hora.
Esta semana fiz um treinamento necessário ao pessoal recém-chegado na instituição: Laboratory Biosafety Training, ou Treinamento em Biossegurança para Laboratórios. O curso aconteceu no prédio 003 do lado oeste do USDA (eu trabalho no leste). Estas direções (leste, oeste) já dão uma estimativa do tamanho do USDA. É gigantesco. O curso foi muito instrutivo e indispensável para a manipulação de microorganismos infectivos e perigosos para a saúde humana. A turma que participei tinha em torno de 20 a 30 pessoas, com direito a aula expositiva e apresentação de um vídeo educativo sobre doenças trasmitidas pelo sangue. Um certificado é oferecido após a realização do curso.
O terceiro ponto e, claro, não menos importante da nossa estadia aqui nos EUA é a experiência do idioma e da cultura de um país bem diferente do nosso. É uma bagagem extraordinária que levaremos conosco e que acrescentará a muito além de nossos "meros" currículos profissionais.
PS: Esta é uma foto do prédio 003 do USDA.

2 comentários:
O interessante é que tudo ai é muito bonito,acolhedor...
bjãOO
verdade... apesar do frio Jesse!!!
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